quinta-feira, 14 de julho de 2011

Encontro com Matt Sorum!

Ser fã de uma banda não é ter todos os CDs, DVDs e coisas materiais, mas sim, correr atrás dos seus sonhos, ídolos e conceitos! Provei meu fanatismo por Guns n’ Roses nessa quarta-feira, em São Paulo. Tudo rolou mais ou menos assim:
Matt Sorum estava no país, gravando e produzindo o novo CD da banda KIARA ROCKS, a qual acompanho seu crescimento desde que um amigo meu me apresentou o som dos caras. Matt sempre carismático nos shows tanto com o The Cult, Guns n’ Roses, Velvet Revolver ou Camp Freddy aparentava ser um ídolo acessível, com uma grande possibilidade de conhecê-lo de perto.
Decidi pegar toda a grana que tinha – um total exato de 64 reais – encher a mochila de roupas, comidas e meter o pé na estrada, mas não teria ido muito longe se o Lucas não tivesse me acompanhado. Saímos de casa umas 15h e rumamos à rodovia Anhanguera, que leva para São Paulo. Munidos de mapas, placas e uma força de vontade inacreditável fomos andando pela rodovia atrás de carona. Sem sucesso algum, seguimos para um posto a poucos kilometros de onde estávamos, imaginando que todo motorista que estivesse indo pra capital, passaria por lá para abastecer.
Foi difícil, depois de abordarmos praticamente todos os caminhões e carros que entravam no posto, as 19h45 já estávamos praticamente desistindo, mas resolvemos tentar mais alguns minutos com a placa escrito SÃO PAULO na beira da rodovia. Passados três minutos com a placa levantada, e um caminhão parou! Porra, estávamos salvos! O cara estava indo pra Santos, e nos deixaria dentro da cidade... Se o rastreador não o obrigasse a parar de dirigir as 21h10, nos deixando em um posto fajuto em Araras.
O posto estava lotado de caminhões e travecos, perguntamos para todos os motoristas se alguém estaria saindo para São Paulo, com resposta negativa de todos, decidimos voltar pra estrada e tentar carona com outro motorista. Enquanto eu ficava segurando a placa na beira da estrada, Lucas ficou abordando todos os motoristas que estavam saindo do posto. POR SORTE, um estava indo pra Santos e disse que nos deixaria o mais próximo possível, e assim foi feito. O segundo motorista nos deixou no rodoanel, perto de um pedágio grande e que dava sentido a São Paulo, bem na avenida que ficava próximo ao bar.
Lá no pedágio, tentamos com as cobradoras para nos ajudar a conseguir uma carona e nada, eis que o Lucas nos salvou novamente. Um Kadett lotado, com três homens e uma moça saindo pra balada, em plena 1h da manhã de quarta-feira. Depois de uma confusão para achar o lugar, fomos deixados NA PORTA do bar.
Chegando lá, consegui entrar e logo falei com o Ivan (Baterista, Kiara Rocks), pedindo para nos colocar pra dentro do bar. Dei uma volta lá dentro antes de voltar à portaria e vi-o, MATT SORUM, sentado entre duas loiras, com um chapeuzinho e beliscando algum petisco. Não conseguia acreditar no que estava vendo! Voltei na portaria, pedi para o Edu Rox (Apresentador, Lokaos Rock Show) chamar o Cadu Pelegrini (Vocalista, Kiara Rocks) que conseguiu nos colocar pra dentro do bar na faixa (nos fazendo economizar 160 reais) e ficamos por lá, curtindo o ambiente. Matt, no momento estava inacessível, não iríamos dar uma de fã chato e interrompe-lo.
Por fim, ele se levantou e saiu pelas portas dos fundos, sem conseguir passar pela mesma porta, corremos pra frente do bar, onde Matt estava tirando fotos com algumas pessoas. Quando chegou a nossa vez de tirar foto, o motorista dele o chamou para entrar no seu Audi branco, mas antes disso consegui puxá-lo, dizer um simples “Nice to meet you, dude” e receber um “Nice to meet you too!” e dar um abraço forte nele, como se fossemos melhores amigos separados a anos. Assim que ele entrou no carro, pedi para ele autografar o mapa onde mostrava todo o caminho percorrido. Já estava realizado, um autógrafo, um abraço, estava ótimo!
Entramos novamente no bar e ficamos batendo um papo, contei minha história pro Cadu e ele nos convidou a assistir a gravação do CD deles, no dia seguinte! Pirei, porra! Nisso, estávamos no banheiro masculino discutindo essa idéia! Tiramos uma foto a lá Orkut (no espelho do banheiro) e fomos pra fora do bar. Não sabíamos onde passar a noite, então liguei pra Luna, que estava no apartamento dela na Praia Grande, peguei as informações e com a ajuda do Renatinho, roadie do Ivan, pegamos um ônibus e dois metros até um ponto onde pegamos uma van meio “clandestina” para a Praia.
Chegamos ao apê, todos com cara de mortos, o Beto (Namorado da Luna) capotado na cama, a Luna parecendo um Zumbi e a Carol enrolada num cobertor, em um colchão na sala. Tirei a calça, pulei embaixo do mesmo cobertor e ficamos lá, ouvindo o Lucas contar a historia, deitado no sofá do lado. Não consegui dormir, meu pai tinha chego a São Paulo pra levar a gente de volta a Ribeirão, e logo depois foi atrás da gente na Praia Grande.
Achei que o esquema de ir ao estúdio ia por água a baixo, mas consegui convencer meu pai a nos levar lá... Até encontrar o estúdio, levou algumas horas, mas ainda sim, chegamos bem adiantados. Almoçamos em um restaurante caseiro ao lado do Mosh (o melhor estúdio de gravação da America latina) e voltei pro carro pra descansar um pouco. O horário no estúdio começava às 14h continuou vazio até as 15h30, quando o Ivan chegou para arrumar a bateria etc.
Lá no estúdio, fiquei de queixo caído, aquilo pra mim não existia nesse mundo, era tudo MUITO bem organizado, automatizado, tudo muito incrível! Algum tempo depois, o Anselmo chegou, junto com o Juninho e mais uma galera... Mas nada de Matt Sorum nem Cadu Pelegrini. Depois de quase 2h de bate papo com o Ivan, o músico mais simpático e incrível que já conheci na minha vida, tivemos que vir embora. Foi difícil sair de lá sem ter estabelecido um contato mais forte com Matt, mas sei que não foi a única vez que o vi, sei que o verei mais vezes.
Depois de 29 horas de aventura, cheguei em casa morrendo por um banho. Sei que tudo isso valeu a pena, não me arrependo de nada, e estou muito feliz de tudo ter dado certo!
Estou aguardando a próxima!

Um comentário:

Jasmin Yogananda disse...

PQP... Veioo, sem palavras...